Muito do que se fala hoje sobre o mercado de trabalho é uma leitura simplista e reducionista. Diz-se que as pessoas não se envolvem, que não querem nada com nada, que o problema está nas novas gerações. Essa explicação é confortável, mas está incompleta. A mudança é muito mais profunda e atravessa todas as idades. As necessidades das pessoas se transformaram. Saímos de um foco quase exclusivo na sobrevivência para necessidades psicológicas mais sofisticadas, como pertencimento, autonomia, reconhecimento e sentido no que se faz.
Hoje, as pessoas não estão mais preocupadas se vão comer. Elas se preocupam com a qualidade de vida que constrói a partir do trabalho. Benefícios básicos plano de saúde, vale refeição, transporte, cesta básica, são importantes, mas deixam de ser diferenciais. Eles são ponto de partida, não ponto de chegada.
As empresas que compreendem essa mudança de chave estão se destacando no mercado, atraindo bons profissionais e, principalmente, conseguindo mantê-los por mais tempo. Ressignificar o trabalho não é uma opção. É uma necessidade. Salário traz a pessoa, mas não é o salário que faz alguém permanecer.
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